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Wednesday, July 25, 2012

Cartas para ti... San Francisco


Car@ Leitor@,

“If you're going to San Francisco...” impossível não ouvir esta música - ou trautea-la - ao atravessar a ponte para chegar à cidade. Impossível também não sorrir em San Francisco. Aqui encontras os USA no seu melhor. Sentes no ar a liberdade tão apregoada. As pessoas, todas, são simpáticas. E isto inclui do doutor ao Mendigo. Uma abertura de espirito que te contagia de imediato.
A ajudar é uma cidade que encontras todos os grandes ambientes. Numa caminhada fiz praia, floresta e arranha-céus. É completa e completa-te. Uma daquelas cidades que aconchega as tuas emoções. E que emoções. Tal como LA, também por vezes senti-me num filme. Impossível desviar o olhar dos tenis calçados num conjunto de saia e fato, enquanto as mãos carregam os saltos altos.
E depois, bem, depois também é uma cidade cultural. Quer nas paredes das suas ruas, quer no meio da rua per si. Pela dica de Afonso acabei por ver o festival de Jazz de Filmore. Por entre os palcos milhares de pessoas - tão diversas como os americanos conseguem ser - passeavam-se. Entre bancadas, as barraquinhas de vendas, relembra-nos que este é o american way. O dinheiro está sempre lá, mas coexiste em harmonia com a cultura.
Existem cidades que se querem viver, e depois existem cidades que também são nossas. San Francisco também é minha. Foi uma rápida adaptação aos seus ritmos e truques. Mesmo alguns imprevistos. Como o de carregarmos no stop do bus por um cordel. Algo que já tinha visto na India, mas que não imaginava que tinha tido uma evolução tecnológica para este século. Mas isto é America. Tudo é possível. Até terminar com um High 5 a uma condutora de electrico.
Como adorei esta cidade. Não percas uma oportunidade de a visitar. Ela receber-te-á de braços abertos, sorridente e tranquila.

Um beijo e abraço do puto viajante,
Stran

Tuesday, July 24, 2012

Cartas para ti... L.A.


Cartas para ti... L.A.



Car@ Leitor@,

E de repente já estou noutro continente. Aliás, noutro mundo. Apetece-me dizer que LA não é nada como tenho visto... mas na realidade é o seu contrário. De tantos filmes e videoclips, quando me passeio pelas suas ruas é dificil sentir que estou num local. Mais parece que estou num filme. Tantas foram as vezes que vi estas ruas, estes carros de policia ou estas cabines telefónicas.
Mas LA não é apenas um filme. É uma cidade dura. Cheia de sonhos e pesadelos. Essa dureza marca o rosto dos seus habitantes. Sabes que aqui é preciso muita luta para se conseguir algo. Mas também se sente que és livre de o atingir. O bem e o mal.
No início assustou-me um pouco. A acompanhar a sensação de um cidade que não foi feita para andar mas sim para conduzir. Pior, a sensação de ausência de uma comunidade, mas sim a co-existência de várias.
Como sabes, eu sou um Lucky Bastard. E a minha sorte foi Miranda. Foi ela que me suavizou os traços desta cidade. Levou-me a Venice Beach para sentir a liberdade como apenas existe por aqui.
Tive até a sorte e o privilégio de ver como estas comunidades se integram uma única num espetaculo de basebol. Seguido do fogo de artificio do 4 de julho. Sem dúvida um dia mágico que nunca me vou esquecer. E esta é a verdadeira magia de LA. Não a dos holofotes e estrelas de cinema – perfeita no ecrã mas artificial na realidade. A magia de LA consiste nas suas pessoas. Sonhadoras, combatente e abertas. Que dão um gosto doce a esta terra dura. Ou que te ajudam, como Miranda o fez, a abrir as portas desta cidade.

Um abraço e um beijo do puto viajante,
Stran

Monday, July 23, 2012

Cartas para ti... Kyoto


Car@ Leitor@,

Vim para Kyoto para encontrar o tradicional. O Japão dos templos e das gueishas. Das florestas de bambu e passeios serenos à beira de um canal. Mas encontrei mais. Encontrei Eri. E com ela descobri um equilibrio dificil de igualar, histórias que vou recordar e um pôr de sol que se guarda na alma.
Por esta altura começo a desconfiar que o Japão é preenchido por pessoas que te roubam o folego. É impossível descrever a sensação daqui estar. A primeira palavra que aparece é tranquilidade. Uma que sentimos na nossa alma e que não é feita apenas de paz. É feita de movimento e estimulos. De sorrisos e bom gosto.
No meio disto tudo, percebo que ando há oito meses a viajar. Mais importante, estou quase a terminar a minha experiência asiática. Foi estranho quando percebi isso. Um grande choque. Os últimos tempos foram tão intensos que ainda não tinha tido tempo para ponderar. E fi-lo no meio de outra experiência intensa. É impossível viver o Japão de outra forma.
Mesmo nesta cidade tranquila de Kyoto, a intensidade do Japão sente-se em cada pormenor. Sente-se no metro à hora de ponta quando todos tentam chegar ao seu destino. No comprar duma garrafa de água, pela simpatia humilde do outro lado do balcão. Ou então no olhar sereno de Eri a contemplar um pôr de sol sob esta cidade lindissima.

Um beijo e abraço do puto viajante,
Stran

Sunday, July 22, 2012

Cartas para ti... Tokyo

Car@ Leitor@,

Há muito que não escrevia para ti. Nada melhor que recomeçar aqui, nesta cidade que amei. E Tokyo tem para mim um nome: Keiko. Amiga de uma amiga minha, que se tornou amiga minha também. Mas mais que tudo uma pessoa extrordinária. Não porque voa ou é mais rápida que uma bala. Porque é generosa, simpática e muito interessante. Porque tem a paixão do sonho e decide realiza-lo.
Vi Tokyo pelos seus olhos. Abriu-me as portas desta cidade e deu-me a conhecer tudo de bom que esta cidade tem. Não era uma tarefa fácil. Desde pequeno que imagino vir a Tokyo. Uma cidade que fundia o tradicional com o moderno, com um ritmo que seria impossível de igual. Dizer que tinha as expetativas elevadas é pouco.
E Tokyo foi... muito mais que isso. Poucos sitios me contagiaram como este. Andar pelo meio de das suas ruas é encontrar vários mundos distantes fundidos por um cordel japonês. Podes estar no meio do centro financeiro e encontrar a paz tranquila do espaço verde. Enfrentas a sensação claustrofóbica de atravessar uma estrada em Shybuya ou então delicias-te com uma qualquer comida – e digo qualquer pois não há como errar aqui... tudo é bom!
São muitosos espaços que a cidade te traz. Tudo temperado com uma segurança e paz que apenas encontras aqui. Um dia vou retornar para viver aqui. Esta cidade tem tudo o que o meu espirito de escritor ambiciona: as luzes, os espaços solitários, os jardins, o silêncio e a confusão. Uma cultura poderosa e com pessoas fantásticas e contagiantes.

Um abraço e beijo do puto viajante,
Stran