Wednesday, February 22, 2012

Ferias de Carnaval

Viva!

Eu sei que o pessoal em Portugal ficou sem Carnaval, mas como tenho um chefe porreiro ele deu-me esta semana de ferias pelo que nao existirao novos artigos. No entanto na proxima semana tudo estara de novo operacional.

Um forte abraco
Stran

Thursday, February 16, 2012

Inesquecível


15 de Janeiro. Não esqueçam esta data. Se estiverem pela India passem-na em Mumbai. É altura do Kite Festival. As pessoas celebram-no com papagaios. E foi essa a minha ultima imagem da cidade. Saí ao pôr de sol, e o céu era composto por milhares de papagaios que lutavam para se manter no ar.

Na memória fica a alegria das pessoas – adultos e crianças – a brincar com os seus papagaios. A rota do bus levava-me pelos slums de Mumbai. Nesta cidade, os prédios, ou as zonas mais turisticas, são pequenas ilhas que contrastam com o resto. Constituidas de casas toscas de tijolo ou de zinco, encontramos tanta variedade como a das pessoas que as constroem. Naqueles telhados metálicos e ondulantes, silhuetas de crianças sobressaiam. Gesticulavam para dominar um papagaio, mas parecia uma bela dança coreagrafada. Ali, entre o dia e a noite, não sobressaiam as condições de vida, mas sim a alegria. Demonstrando que nenhuma condição é superior ao sorriso das pessoas.

O mesmo tipo de sorriso que tinha sentido ao entrar para o bus. Fiquei três horas à espera que chegasse. Não me apetecia muito ver esta cidade. E como estava enganado. Nesse tempo, vi mais que acharia ser possível. Fui adoptado pela simpatia dos donos e trabalhadores das agências de viagem da LBS Marg. Uma extensa avenida na zona do aeroporto. “Lojas” pré-fabricadas são o local de sustento de sonhos e familias. Recebo doces e histórias. Descubro quanto ganha uma pessoa e o que significa a palavra "Jolar" (charlatão). Descubro o “rei” dos "Jolars" e os seus companheiros. Mais que tudo, descubro a enorme simpatia e acolhimento das pessoas. Como têm ambições simples e corações generosos. Aprendo que o imprevísivel é o mote de uma viagem como esta.

Tão imprevísivel como o descobrir um condutor de taxis que conhece outros portugueses e fala uma ou duas palavras da nossa língua. Aquele viagem até à agencia de viagens foi o entrar no mundo do meu condutor. Taxista muçulmano, muito simpatico e divertido. Ensina-me o seu modo de vida e a coesão familiar na cultura muçulmana. Pergunta-me sobre a minha viagem enquanto descreve a cidade e a sua vida. De como o seu negócio não é muito bom em dias como este. Fim de semana em que as pessoas vão para a cidade de carro ou transportes públicos. Diz isto, enquanto não sai da mesma faixa por uns 4 quilometros. Mumbai tem avenidas surpreendemente direitas e sem tráfico nesse Domingo. Tenho a impressão que a cidade fez uma pausa para eu aproveita-la no pouco tempo que tinha.

E como estava calma quando cheguei. Ao sair da estação, descubro uma cidade de grandes prédios góticos e amplas avenidas. Com passeios que são... passeios. Encontro turistas que vagueiam pelas atracções e lojas que vão abrindo lentamente. Descubro que é dia de maratona. Uma das razões da ausência de trânsito. Dá-me oportunidade de explorar ao meu ritmo a Avenida Mahatma Ghandi e os seus prédios. Toda esta zona é um local turistico como em qualquer outra cidade do mundo. Apesar de estar na India, Mumbai pertence ao “país” das grandes cidades. As quais fazem parte locais como Paris ou Nova York. E quando chego por fim ao Gate of India, um grande monumento-portal que saúda quem vem do mar, sei que esta cidade será muito diferente do que imaginava. E o que pensava impossível já acontecera: tinha-me adaptado ao ritmo indiano.

Senti isso quando cheguei à estação. Eram 4 da manhã. Mais ou menos a mesma hora quando aterrei na India pela primeira vez. Nesse dia tudo era confusão e esmagador. Tudo me assustava, como qualquer sitio exigente assusta. Agora já não era assim. O conjunto de pessoas, eram simplesmente isso. A zona parecia organizada e nem senti “aperto” quando saí para fumar e era abordado pelos taxistas. Tudo era simples e fácil. A decisão de esperar pelo nascer do sol foi feito com a maior naturalidade. Numa estação própria para esse descanso. Já nem a ratazana que se passeava pelo átrio me incomodava. Até tive pena dela. Estava aleijada numa perna e lá tentava, coxeando, chegar ao seu destino. Talvez este seja uma das grande lições que já apreendi. A do respeito em vez de repulsa. Por todos os seres vivos, mesmo aqueles que antes tanta confusão me faziam.

Não sei se volto a Mumbai. Foi intenso demais para repetir o local em tão pouco tempo. Mas em viagem tudo pode acontecer. Uma estadia de 3 dias, passar a um vislumbre e esse a uma experiência inesquecível.

Wednesday, February 15, 2012

Le moi errant: O Sorriso


Escrevo este post para ti. Por todos os motivos. A pergunta que em tempos fizeste ainda ecoa na minha mente: será que terei o mesmo sorriso? Ainda não tenho resposta.

Sei que os sorrisos dos outros me mudaram. É impossível ficar indiferente a tantos. Quer sejam o das crianças que brincam com poucas preocupações, quer seja o sorriso amável dos adultos. Como ficar indiferente a quem sorri por te ver chegar ou um enternecido ao partires? Guardas esses momentos para o resto da tua vida. São momentos únicos e que te tocam. Entregam-te um momento de felicidade, e não consegues deixar de te sentir humilde com tamanha oferta.

Não sei se o meu sorriso é diferente. Mas sei como um sorriso de olhos pode mudar uma vida. Num simples momento tudo é diferente. Por isso, não sei se o meu ficará o mesmo. Se puder transmitir um pouco os sorrisos que vejo, então encontrarás um mais brilhante. Um que espero que te contagie. Enquanto não é possível o veres, desejo que, agora que me lês, possas já sorrir um pouco...

Tuesday, February 14, 2012

História de uma foto: Quatro


Por detrás de uma foto está sempre a vida. Neste caso a vida de quatro rapazes. Foi tirada dentro de um autocarro, enquanto saia de Mumbai. Eram 4 rapazes mas via eram quatro vidas que superavam o seu redor. Um bairro de lata, que não tem nenhuma beleza que não seja a das pessoas que o habitam. E nisso torna-se único. Ali não existe distracções.E nesta foto não existe dúvida quem brilha mais. Estes quatro – que pouco mais vi que as suas sombras – davam uma lição de vida. Tudo o que temos oportunidade de ver são sombras de vidas. Passadas em gestos de partilha e felicidade. Imunes, mas integradas, no que os rodeia. Transformando uma simples imagem em algo belo, como apenas a vida o é.


Monday, February 13, 2012

Uma viagem de comboio


Foi com um enorme sorriso que recebi o bilhete. O mesmo que levei comigo para a estação de comboio de Chennai – Chennai Central. E apesar de não ser linda, tem a beleza própria destes locais: a das viagens e movimento. Das despedidas, abraços de chegada e pressa para chegar ao destino. Sinto sempre um nervoso miudinho quando estou para sair. Um nervoso que ia sendo consumido pelo tabaco até ter apenas um cigarro.

Com esta tarefa cumprida, entro no terminal. Descubro a minha linha, e sigo em direção ao comboio. Com o número memorizado, e tempo, a carruagem e o lugar foram encontrados com facilidade. Passo pela 2ª classe e percebo o porquê de não ser aconselhada para turistas. É impressionante como tantas pessoas cabem em tão pouco espaço.

Sigo para a minha carruagem, que é um enorme upgrade... ok não tanto assim. A grande diferença entre um e outro é que aqui tens espaço. E isso faz toda a diferença. Apesar da carruagem levar mais pessoas que os lugares disponíveis, é suficiente arejada para te sentires à vontade. Lá dentro tudo já foi branco e azul. Agora continua a ser mas camuflado pelo escuro do pó e antiguidade. As ventoinhas precisam de ajuda de um pente de cabelo para arrancarem. Um viajante, profissional destas viagens, lá consegue colocar uma a funcionar. Tenho alguns mosquitos por companhia, e penso se não será uma boa escolha fazer um upgrade. A 1ª classe já não me parece um luxo, mas uma necessidade.

Assim que o comboio arranca, entramos noutro mundo. Prepara-se as camas. Os encostos das cadeiras são levantados e agarrados a duas correntes, constituído assim a cama do meio. A de baixo era o local onde estavamos sentados, e mesmo lá em cima fica a do topo. O era a de baixo. Dois amigos indianos pedem-me para subir um nível pois viajam juntos. Algo que acedo sem problemas. Todos preparam as suas camas. Amigos discutem pelo melhor lugar, enquanto outros fazem a cama no chão. Passado uma hora já estamos todos deitados e uma outra sinfonia começa a superar a dos carris. A do ressonar. E o que até poderia ser um contra, alivia-me a consciência. Corre um boato – maldoso por certo – que ressono. Nestas coisas gosto de estar acompanhado. A minha alma repousa mais descansada.

Durante a noite, o maior problema é o frio. Sendo uma carruagem de metálica com pouco isolamento, a temperatura desce a níveis inimaginados para a India. Ao ponto dos meus neurónios não funcionarem mais e esquecerem-se que tinha um saco-cama. Passei parte da noite a tentar encontrar a melhor posição para manter o precioso calor. E jeito daqui, encolhimento dali, lá adormeço. Quando os primeiros raios de Sol tocam a carruagem sinto um enorme alívio. Com um novo dia, vem também uma nova animação.

Ao coro das conversas e ritos matinais, junta-se a voz dos vendedores de comida. Conhecemos a experiência de cada um pela convição e musicalidade com que apregoam os seus produtos. De refeições completas – com o delicioso cheiro a especiarias a acompanhar – a pequenos snacks, fruta, café, chá e até bijutaria, existe tudo. Transformando aquele corredor num bazaar idêntico a tantos outros.

E depois de 14 horas, o vício começa a apertar. Por esta altura já perguntava aos vendedores se vendiam tabaco. Mas todos me confirmavam o que já sabia: nas estações indianas não se vende ou consome tabaco. Com os sentidos mais apurados um conjunto preto e amarelo perto duma pequena estação chama-me a atenção. Da janela conseguia ver os rickshaws parados do outro lado da linha. Vou até à porta para confirmar a minha intuição: por perto estava uma daquelas pequenas barracas indianas, que serviram de inspiração para a mala do sport billy. Pergunto se o comboio ainda demora a arrancar. Recebo a confirmação. Olho para a esquerda, para a direita e desato a correr como a minha vida dependesse disso. Não era tanto com a vida que temia. O meu receio era que algum comboio chegasse e impedisse o meu caminho de volta. Bati um qualquer record de 50 metros obstáculos. E acredito que a velocidade com que disse “tabac, cigarrettes, tabac” era idêntica à dos apregoadores nos buses. Tabaco na mão e volto mais calmo. Não se ouvia nenhum comboio, e o meu ainda estava no mesmo sitio. Quando me veêm de tabaco na mão perguntam-me onde tinha arranjado. Conto-lhes a minha historia. Estranhamente, ninguém seguiu o meu exemplo.

Por esta altura, a carruagem já parece a minha pequena casa indiana. De um lado vista para a cidade. Do outro para o campo. Esqueço todo aquele sentimento de estranheza e vontade de mudança inicial. Quando adormeço, embalado por um belo pôr de sol, sinto que melhor casa era impossível...

Sunday, February 12, 2012

História de um bilhete de comboio...


“A tão ansiada viagem de comboio está quase!” pensei ao reservar o bilhete online. É impossível falar na India, sem imaginar uma viagem destas. O comboio sempre foi o meu transporte favorito. Não sou o único a gostar. Pelo menos, é um sexto da população mundial a partilhar o mesmo gosto neste país. E como rapidamente verifiquei, os bilhetes de comboio estão esgotados e acabamos numa lista de espera.

Optei sempre pelo bus. Era mais barato e flexível. Como não tenho nada planeado, a liberdade de chegar a uma estação de autocarros, entrar num e ser largado no destino final era apelativa demais para ser ignorada. Mas não queria fazer a transicção entre o Sul e o Norte de autocarro. A distância era perfeita para ir de comboio. Fiz a reserva com duas semanas de antecedência. Tinha 25 pessoas à minha frente. Algo que não me preocupava. Quase sempre obtem-se a confirmação nos últimos dias. Por agora a prioridade era visitar uma cidade apaixonante.

E heis que chega o penúltimo dia. Já estava um pouco nervoso. O maior problema era a incerteza. Não poderia marcar o hotel sem ter a confirmação. Com apenas 8 pessoas por desistir, tinha esperança em obter o bilhete. Nessa noite, e sem nada que pudesse fazer, fui beber um café com alguns amigos de couchsurfing. Decidi aproveitar o momento sem preocupações.

Começo com um sobressalto inicial. Dizem-me que já deveria ter marcado a estadia em Mumbai. Mas, conversa puxa conversa, e já tinha local para dormir por lá, ou, caso não partisse no dia seguinte, também em Chennai. Antes de ir para o hotel, verifico uma última vez o número na lista de espera. Já só faltam cinco. Acredito que vou conseguir.

Chega o dia do veredito. Esperava pela confirmação do bilhete. A listagem final de passageiros ficaria pronta quatro horas antes do arranque do comboio ao meio-dia.

9h00 - o meu estatuto não muda. Ainda tenho cinco pessoas à minha frente. Pior, a listagem ainda não está pronta.
9H30 - o meu estatuto muda para 2. O pior que me podia acontecer. Fico encurralado entre perder o valor do bilhete ou ir a correr para a estação de comboio de forma a não perder o comboio.
9H55 - nada muda. Por esta altura tento encontrar alternativas. No dia anterior soube que existem bilhetes – laklal – de última hora. Uma vez comprados ficam confirmados. O site está com problemas e não consigo inscrever-me para comprar o Laklal ticket.
10H00 - uma nova actualização diz-me que a listagem está a ser preparada. Continuo em número 2. Tudo se decide nestes minutos.
10h10 – o veredicto chega... no ticket for me.

Altura de procurar alternativas. O site da companhia de comboios já está operacional para comprar o Laklal. Formulários preenchidos, comboio encontrado e... Descubro que também têm lista de espera. Não queria um encore, por isso procuro à maneira antiga: através de um agente. O cybercafe onde estava vendia bilhetes de comboio. A comissão que pagaria já não parecia tão cara. No meio da conversa – e com a sorte de uma falha de energia – descubro que o agente faz a compra do bilhete online. E esse era um caminho que já conhecia o desfecho. Mas como estava na India, deixo a possibilidade em aberto. Tento uma ultima alternativa antes que a eletricidade retorne: comprar um bilhete na quota de estrangeiro.

Para isso tinha de ir à estação, e não sabia com o que contar. O Lonely Planet dizia que era eficiente. Mas eu estava na India, e essa expressão tem uma latitude enorme aqui. Depois de encontrar um rickshaw, perco uns minutos a negociar o preço da corrida. Algo que só Deus, Allah ou Ganesha sabem porquê. O que no dia anterior - com todo o tempo do mundo - aceitei sem grande hesitações, hoje era impossível de pagar. Acabou por compensar, pois consegui metade do preço mas com o triplo dos passageiros.

A estação é enorme e degradada. Como eu esperava. Mas tem um feeling que já tinha esquecido. O das viagens. Recuperava a paixão dos comboios, e por esta altura sabia que, custasse o que custasse, a viagem seria de comboio. Uma simples pergunta e recebo a indicação desejada. O local parece uma repartição de finanças semi-clandestina. Nova indicação e estava na sala desejada. Daqui até ter o bilhete na mão – e um sorriso no rosto – foram cinco minutos indianos. Quando saí daquela estação, o mundo deixou de ser o rodopio. Voltava à tranquilidade da minha viagem.

Na realidade nunca a tinha abandonado. Estas preocupações não são preocupações enquanto tiveres possibilidades em aberto. E essas, são tão grandes como a tua imaginação e sorte. E nesta sexta feira 13, ela voltava a sorrir para mim. Entregue pelas mãos de Divya.

Thursday, February 9, 2012

Um Puzzle Indiano


Termino uma etapa da viagem. Passei pelos altos e baixos, pelas alegrias e tristezas, tão próprias da primeira fase. Descobri-me e redescobri-me. Apenas para me voltar a perder. E esta India teve um papel decisivo. Seguindo um cliché, ela não te deixa indiferente. E se a maioria pensa no Norte quando diz isto, posso confirmar que no Sul é o mesmo. Revisito os locais por onde passei, estado a estado. É estranho fazê-lo dessa forma. É tão verdade afirmar que cada estado é diferente, como dizer que é um todo homogéneo. Agora que parto para o Norte, é isto que levo. Um local impossível. Um sitio em que os extremos coexistem, sem nunca o serem.

Goa

É o Estado mais diferente por onde passei. E também o mais português. Esta mistura explosiva de India com Portugal, transformou Goa num sítio de direito próprio. Uma realidade em mudança. Quer pela aculturação indiana - mais real mas menos sentido - quer pela aculturação da onda hippie - mais visível mas menos duradoura. A realidade é que Goa continua a fazer hoje o que fez no passado. Apodera-se da cultura, transforma os individuos, e cria os seus próprios filhos. Hoje os portugueses são tão filhos de Goa, como é a cultura trance. E não existem ilusões, estamos na India. Não aquela que te esmaga. Uma que te convida a estar e de onde tens dificuldade em sair.



Karnakata

Dá-te sensações contrastantes. Do encanto mágico de Hampi à realidade tecnológica de Bengalore, este estado oferece-te tudo. E não gozei as praias - que são um forte concorrente às de Goa. Terei que explorar mais no futuro para o conseguir definir. Acabou por ser o Estado que me abriu o espirito para deixar a India entrar. Aqui percebes melhor de como é feita esta realidade.



Kerala

É a princesinha do Sul. Um pequeno estado, mas um que te rouba muitas emoções. Abre qualquer guia que fale do Sul da India, e ele dir-te-á para ires a Kerala. Não tinha entendido porquê, até ficar siderado pelas suas paisagens e gentes. São simplesmente magníficas. Numa curta distância vais de um paraíso aquático para um sonho montanhoso. A acompanhar, uma cultura que te cativa e uma simpatia que te prende. Aqui aprendes a deixar-te ir. Aprendes que tudo tem uma solução, mesmo que não seja aquela que tinhas previsto.

Tamil Nadu

Uma grande planicie, com picos de pessoas. Aqui o mundo é plano. Sempre o foi, e sempre o será. Umas montanhas aparecem no cenário para te recordar que também existem. A espiritualidade entra-te mesmo sem ser convidada. E tu, como já aprendeste por agora, deixas-te ir. Tudo muda aqui. Tens muito mais daquela India que imaginaste mas não encontras com tanta intensidade nos outros Estados. A terminar uma cidade que não tendo nenhuma atracção faz da sua vida o seu maior cartão de visita.

Cada um destes estados entrega-te um sentimento diferente. Quase parecem mundos diferentes. De Goa trago a gentileza, de Karanakata a amabilidade, de Kerala a simpatia e de Tamil Nadu a espiritualidade. Qualquer um destes estados ganha o prémio de melhor estado do Sul – algo que os seus habitantes certamente concordarão – mas todos fazem sentido em conjunto. Peças de um puzzle que adoras completar.