Na Europa “ocidental” a Turquia parece um país fechado, conservador e distante. Preconceito muitas vezes estendido a Istanbul. Na melhor das hipóteses, temos uma ideia duma cidade distante e exótica. Nada pode estar mais afastado da realidade. Percebi isso logo que desci das nuvens e vi pela primeira vez “A Cidade”. Foi uma tonalidade familiar que me acolheu. Por momentos parecia que chegava a casa.
Não estava preparado para isso. Fruto dos meus próprios preconceitos, tinha imaginado uma cidade transformista, um local de passagem para sitios mais exóticos. E como eu estava enganado. O nome da cidade foi escolhido a dedo. Esta é uma cidade que vale por si só. Não se consegue realmente descrever. Tentar fazê-lo é como apanhar o vento com as mãos. Não é algo que se agarra mas sim que se sente.
Não estava preparado para isso. Fruto dos meus próprios preconceitos, tinha imaginado uma cidade transformista, um local de passagem para sitios mais exóticos. E como eu estava enganado. O nome da cidade foi escolhido a dedo. Esta é uma cidade que vale por si só. Não se consegue realmente descrever. Tentar fazê-lo é como apanhar o vento com as mãos. Não é algo que se agarra mas sim que se sente.
Nesta zona conseguimos encontrar três das atrações mais conhecidas desta cidade a uma distância de cinco minutos. Para além da Mesquita Azul e Ayasofia, existe também o Palácio Topkapi. Um palácio que vale mais pelos seus espaços, arquitetura e história, do que pela beleza dos seus quartos interiores.
Toda esta zona foi um excelente arranque para a minha aventura em Istanbul, mas se se resumisse a isto, não seria a cidade que tanto gosto. Sortudo como sou, tive o privilégio de ir um pouco além do circuito normal turistico. Devo-o a três amigas desta maravilhosa cidade. E talvez mais que tudo o que tenha visto e experimentado, elas são o que de melhor esta cidade tem para oferecer: uma enorme simpatia e um extraordinário prazer em nos mostrar o que de melhor existe.
A uma devo a
Para além desta experiência, segui o conselho de visitar duas zonas da cidade: Ortaköi e Vali Konagi Caddesi. O primeiro é um bairro cheio de comercio e cafés.
A uma outra amiga devo uma excelente noite passada em Tophane a fumar Nargile e a conversar. E, principalmente, a conhecer um pouco mais da realidade deste país e desta cult
Finalmente, a terceira pessoa deu-me a oportunidade de poder fazer à noite uma caminhada entre Tophane - que fica na parte norte -
E talvez seja isto que esta cidade é: apaixonante. Como disse no início, não a sei definir. Talvez seja um pouco de tudo. São milhões de vidas que cruzam estas ruas, e que, pouco a pouco, transformam esta cidade em algo único. Aqui, eu não vejo uma ponte entre o Ocidente e o Oriente, nem sequer vejo exotismo. Aqui, vejo uma cidade que é única e que vale pelo seu todo. Vejo simpatia sem paralelo e um sítio a que poderia chamar de casa. Esta é “A Cidade”, e acho que depois desta experiência também a levo comigo. De uma forma inexplicável também tornou-se a minha cidade. Talvez isso seja Istanbul...
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