“Única” É a palavra que encontro
para descrever esta cidade. Por si só não significa nada. Este é
um daqueles adjectivos que se colam a muitas realidades diferentes. O
problema é que não consigo perceber muito bem o que a torna única.
É apenas uma sensação que tive enquanto passeava pelas ruas de
Bangkok.
São as pessoas que transformam um
local naquilo que ele é. E a primeira coisa que reparamos é na sua
beleza. É impressionante a forma como qualquer mulher coloca uma
modelo em cheque. Tipicamente usam vestidos curtos a realçar as
formas lineares dos seus corpos. Muitas com uma sombrinha a tapar do
sol. E os homens não ficam atrás. Com estilo mais informal na
aparência, cultivam o bom gosto desta cidade. Por aqui sinto-me um
vagabundo.
Em cada saída do metro a mesma
sensação. A de uma cidade cosmopolita e livre. Um sítio que se
torna independente do país onde está. Por aqui goza-se uma
liberdade que já sentia falta. Como em tudo, aqui e ali percebemos
que essa não é a realidade profunda, mas sim a mais aparente.
Afinal Bangkok é também capital da prostituição asiática e mesmo
ao lado do night market – um conjunto de stands de rua que vendem
um pouco de tudo – está um dos locais mais antigos de
prostituição. E ao atravessarmos não ficamos indiferente a esta
realidade.
Mas esta não é uma cidade de
realidades únicas. Ao entrar na Chinatown encontraremos a confusão
asiática e um espaço que é uma enorme loja chinesa. Aqui podemos
perder o tempo de uma vida. Demorei meia-hora a atravessa-lo em linha
recta. Pelo meio ficam os rostos, quase todos asiáticos, que
procuram um pouco de tudo ao preço mais barato.
Não estranho que por aqui sou mais vezes abordado que em qualquer outro sitio. Os condutores dos ricksaws coloridos - e bem maiores do que os que estava habituado - tentam-me convencer que preciso de ir a um local qualquer. Mas não preciso. Para sentir o que esta cidade transmite apenas é necessário passear pelas suas ruas...
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